• Tatiana Hiromi Matsuo

    Formada em Ed. Física pela UniFMU em 97, trabalhou 8 anos como técnica de Ginastica Olímpica. Completou a sua formação de Pilates pela Polestar Education 2002-2003 que é representada pela PhysioPilates no Brasil e se especializou em Terapias Holísticas para Tratamento de Dores Crônicas. Realizou o curso de Coluna Avançada pela Polestar aprofundando assim seus conhecimentos no tratamento de problemas de coluna com o Pilates. Trabalhou 3 anos nos Estados Unidos numa clinica de Reabilitação onde desenvolveu a Técnica CrânioSacral juntamente com a aplicação de Reiki e Cura Prânica no tratamento de dor, associados ao Pilates. De 2000 a 2003 sofreu de Fibromialgia e fortes dores no esterno devido a um estresse emocional. A inflamação no manúbrio esternal acarretou a formação de cistos e erosão no osso sem poder ser diagnosticada por nenhum médico e sem encontrar nenhum tratamento eficaz. Foi através do Pilates que conseguiu reverter o quadro Crônico de Dor, voltando a se fortalecer. Ela diz, " todo o meu sofrimento e recuperação hoje ajudam muito no tratamento de meus clientes, pois sei o que eles sentem." A experiência de sair de um quadro de dor Crônica a ajudou na compreensão do Processo da dor relacionada a memória da dor no corpo e como apagá-la. Hoje trabalha no Estudio Paulista de Pilates na Faria Lima e em seu próprio Studio de Pilates na Zona Sul, além de atender a domicílio como Personal Pilates - Pronto Socorro da Dor. Gosta muito de dançar e fazer caminhadas em trilhas, "o contato com a natureza me revigora".
  • Erika Alvarenga

    Nutricionista Clínica e Esportiva Formada pela São Camilo e Especialista em Fisiologia do Exercício pela USP
  • Arquivos

Costocondrite – dor no esterno ou costelas e outras dores Crônicas

Se você tem dores no peito ou dores na parede do tórax, você poderá estar sofrendo de uma Costocondrite. Ela consiste numa dor causada pela fragilidade da cartilagem que liga as costelas ao esterno. Pode vir acompanhada de inflamação do manúbrio esternal, onde uma tomografia poderá mostrar pontos de erosões no osso devido a esta inflamação. Pode ser identificada pela pressão sobre alguns pontos ao longo da margem do esterno, verificando-se uma fragilidade e uma suavidade nestas pequenas áreas que estarão doloridas e sensíveis ao toque. É normal também apresentar quadro de Fibromialgia com o passar dos anos, onde a pessoa apresenta um alto número de pontos de dor pelo corpo todo. (leia também DOR – Como viver sem ela?)

Dizem que a Costocondrite pode se curar por si própria após meses ou anos… que pode ser aguda ou crônica… e que não existe uma causa determinada. Os médicos parecem meio perdidos nesse assunto… mas, eu gostaria que vocês soubessem e por favor transmitam caso conheçam alguém sofrendo do mesmo mal, que eu curei as minhas dores através do Pilates… reaprendendo a respirar. Não só me curei como já ajudei muitos através da respiração e da Terapia CranioSacral. Pessoas que tomavam diferentes remédios para poder suportar a dor os quais de nada adiantava. Que ouviram de médicos:”não há mais nada que eu possa fazer por você, você vai ter que aprender a conviver com essa dor!” e ficaram depressivos e desenganados…

MAS HÁ SIM UMA SOLUÇÃO!!!

A minha estória vai ajudar a entender o processo da dor e como pude encontrar a luz no final do túnel, por favor leia até o final pois apesar de que cada um tem um estresse diferente como fator inicial de tensão, o processo de agravamento é o mesmo:

Eu sofri mais de 2 anos de tudo isso, costocodrite, erosão no esterno, fibromialgia. Parei de trabalhar devido ao enfraquecimento do membro superior, mal podia lavar louça de tanta dor. Espirrar era o fim do mundo, eu sentia o esterno bater na pele como se estivesse fraturado – solto. Na verdade, ao passar dos anos ele praticamente estava, pois a erosão no manúbrio esternal foi tão grande que o meu ortopedista me encaminhou a um oncologista. Eu me tratava com um médico Reumatologista sem muitos resultados, cheguei a tomar um remédio que podia causar depósitos na retina o que comprometeria minha visão… Bom, o oncologista pediu uma biopsia para descobrir se não era Tuberculose no osso, mas os resultados foram os seguintes: tecido fibroso, isto é, tecido inflamado comum numa artrose ou artrite. Voltei a um outro reumatologista, mas este se recusou a me tratar! “Isso não é artrite-artrose!”

Tudo começou com o estresse vivido no meu casamento, foi um relacionamento difícil, meu ex-marido era agressivo, bebia demais e eu passava por muitas situações de nervoso. Depois tive um filho e acabamos nos mudando para o Japão onde, segundo o meu ex-marido tudo iria melhorar pois ele iria ter melhores condições. Claro que isso nunca aconteceu e após alguns meses de uma vida infernal, ele conseguiu aceitar que se não nos separássemos ele iria acabar me matando por eu não aceitar as atitudes dele. Apesar dele ter me agredido na ocasião, eu consegui voltar ao Brasil com meu filho que naquela época tinha apenas um ano. Como sempre o carregava no colo, comecei a ter dores nas costas e no peito, apenas dores musculares. Voltei ao Brasil e logo arrumei um trabalho como professora de Ginástica Olimpica, minha antiga profissão. Alguns meses de trabalho e as dores foram aumentando cada vez mais… e um ano depois tive que sair de licença saúde por não aguentar mais de tanta dor. Não conseguia nem dormir direito. Uma médica até me receitou anti-depressivos na tentativa de me fazer relaxar e dormir melhor para apagar a memória da dor. Mas alguns dias de dependência do remedio me assustaram e resolvi parar. O pior é que, não trabalhar não ajudou a melhorar,  parece que a gente fica mais depressiva e só foi piorando. Após o diagnostico da biopsia como sendo uma artrose, recebi uma orientação de uma amiga terapeuta holística, que disse que segundo Louise Hay, artrose está ligada a um sentimento de ódio. Logo pensei no meu ex-marido… mas eu nao sentia nenhum ódio por ele… já o tinha perdoado… mas esse pensamento ficou em minha cabeça até o dia em que ele voltou do Japão e logo conseguiu o meu telefone e me ligou. Ao conversar comigo como se nunca tivesse feito nada errado e fosse meu melhor amigo, todo aquele sentimento voltou e após desligar o telefone, fui ao meu quarto onde me deparei com a bagunça que meu filho havia feito com tinta a óleo, pintando as mãos e pés, cama, chão, tapete, lençol… estava tudo pintado! adivinha… foi aí que a ficha caiu… eu tinha transferido aquele sentimento de ódio pelo meu ex-marido para outras coisas e acontecimentos… meu peito se espremeu tanto, se contraiu de tal maneira que ficou evidente o que eu estava fazendo com o meu corpo! É como se o corpo aprendesse a se contrair em reação a uma determinada situação e nunca mais desaprendesse… e eu fui reparando que a toda a hora do dia eu repetia o mesmo padrão de contração para situações simples, mesmo qdo eu derrubava água, que não mancha e nem faz sugeira, eu só tinha que secar… estar atrasada… trânsito… se meu filho não me obedecesse… qualquer coisa!

Mas o que fazer?

Bom, a solução foi a seguinte… eu aprendi a respirar, aprendi a relaxar o corpo… e eu me pegava prendendo a respiração constantemente… e qdo isso acontecia, já estava com tanta dor! Inspirar, nem pensar!!! Eu tinha que parar… demorava alguns segundos e depois eu soltava o resto do ar que tinha no peito deixando o esterno relaxar… para só aí poder inspirar… e bem pouquinho… nada de respirar muito fundo porque eu travava de tanta dor… após algumas respirações tudo ia relaxando e a dor ia desaparecendo e se dissipando… tinha dias ruins com muita dor e dias melhores… A fluidez dos movimentos do Pilates me ajudaram a diminuir o estresse, fui realizando os exercícios com quase nenhuma carga ou resistência, gradualmente melhorei minha força sempre respeitando meus limites, tudo muito pequeno no começo, poucas repetições e muita respiração. Hoje estou mais forte do que nunca e posso apertar meu esterno sem ter dor alguma. É como se o osso tivesse voltado a ser como era antes! Porém, por incrível que pareça, ainda hoje, após tantos anos, às vezes  me pego prendendo a respiração em situações de estresse e tensão… com uma pequena diferença, agora o meu corpo logo reclama e me avisa de que algo está errado e logo volto a respirar…

A chave da melhora foi estar sempre prestando atenção nas minhas reações durante o dia… para poder transformar a minha forma de reagir frente a uma situação difícil. Às vezes eu me pegava gritando com meu filho, nervosa e de repente eu ia falando pra ele ” mas porque eu estou falando assim, com essa gartanta toda presa, tão irritada” e com o tempo fui encontrando uma nova maneira de agir e de falar mesmo quando precisava ser mais firme com ele. É como meditar durante o dia… pois não adianta meditar e se relaxar em casa e depois sair no trânsito xingando a Deus e ao mundo!

Pense nisso…

Se você se perceber durante o dia e conseguir se transformar, isso irá diminuir o seu nível de estresse, ajudar a baixar a pressão e poderá diminuir até dores de cabeça. Numa situação difícil pense assim… se não há nada que eu posso fazer por que me preocupar? e se posso fazer algo, então não há porque me preocupar… se está atrasado, peça desculpas… ficar nervoso não vai adiantar. Acredite que o que tem que ser vai acontecer… e viva a vida um dia de cada vez.

Por isso… R E S P I R E ! ! !

(leia também o artigo que escrevi sobre a Respiração  e  DOR – Como viver sem ela? )

By Tatiana Matsuo

2 Respostas

  1. Ola Tatiana! eu estive a ler a sua historia.. e coincide em tudo com a minha, so que eu sofro ja ha kuase 6 anos. fiz varias infiltraçoes, 2 biopsias. Tomo medicamentos de manha e a noite, o que ja deu cabo do meu estomago e do meu sistema nervoso.. qualque movimento errado que faça sem querer por exemplo mesmo quando estou a dormir.. é horrivel dores insuportaveis. Resta-me experimentar “Pilates” é a minha unica esperança. Obrigada.

  2. Oi Natália, puxa, eu fico muito contente que vc tenha encontrado meu blog… olha… qdo vc for fazer aula, fala pro professor ler meu blog… e até mesmo entrar em contato comigo… pois a aula tem que ser diferenciada… muito leve… muita respiração… muito toque leve… e vc tem que ter muita paciência… pois é um processo demorado, principalmente pelo tempo que vc já está sofrendo… tem muita memória de dor… qualquer coisa entra em contato diretamente no meu email… pilatesbytatiana@hotmail.com
    BOA SORTE!
    Um forte abraço,
    Tati.

Deixe um comentário