É interessante observar como o nosso bem estar e nossa saúde é similar a ação da mãe natureza frente as mudanças climáticas e interferências do homem sobre a Terra.
Em nosso corpo os desequilíbrios vão ocorrendo pouco-a-pouco. Acontecem antes de tudo no nível das energias do corpo, emoções conscientes e inconsciêntes. O processo prossegue no plano físico e se manifesta no meridianos, depois nos órgãos e, enfim nos membros.
Esse Processo de densificação e liberação das energias, funciona exatamente como a chuva:
Primeiramente há a presença de uma certa umidade no ar que não é perceptível (Não-Consciente). Depois de certo tempo essa umidade começa a se densificar na forma de vapor d’água, forma nuvens (idéias, pensamentos, intenções) e por fim cai o “aguaceiro” ( sensações, tensões). Quando a tempestade é forte, podem cair raios (ataque cardíaco, epilepsia, loucura), chegando até a formar ciclones e tornados.
Às vezes precisamos vivenciar a dor para entender em que nível as coisas não funcionam. Proteger-se demais vai nos impedir de vivenciar as experiências que nos fazem refletir e provocar mudanças necessárias para reestabelecer o equilíbrio, “mas precisamos estar prontos para ouvir”.
É impressionante o medo que temos de parar e ouvir a voz de nosso corpo, nossa alma. Porquê? Será o medo de nos sentirmos “velhos” ? Medo de ter que precisar de ajuda? Medo de pensarem que somos fracos? Medo de precisar parar por alguns dias de trabalhar e não ter ninguém que faço o nosso trabalho tão bem quanto o podemos fazer? Ou é o medo de entrar em contato com nós mesmos? Medo do que iremos encontrar?
Por que preferimos calar essa voz ( medicina alopática - tradicional), e escolhemos nos dopar, nos anestesiar, ao invés de tentar compreender o sentido daquilo que estamos vivendo?
É mais “seguro” seguir os passos e as crenças de outras pessoas. É mais fácil e prático reproduzir do que transformar, afinal quando reproduzimos, copiamos, já sabemos qual será o resultado.
Para que tentar compreender, transformar, criar?
É arriscado, é imprevisível e não nos sentimos ”capazes” de lidar com o desconhecido.
E aí eu pergunto: você quer permanecer adormecido ou vai acordar desse sono profundo?
A Chave de ouro é o despertar da consciência; é tornar-se um ser auto-consciente; ouvir o corpo e deixar a tempestade cair para que depois venha a calmaria!
Comece hoje estando presente em cada momento. Pratique o estado de vigília constante e viva em harmonia.
By Patrícia Pecchia Moreira Schlichter
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