Alimentação Infantil

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Saiba um pouquinho mais sobre como deve ser a alimentação infantil e quais as causas da falta de apetite em crianças

Normalmente as mães se cobram muito a esse respeito e cobram da criança também! A preocupação em excesso pode gerar ansiedade e prejudicar esse ato que é tão importante e fundamental em nossas vidas.

-Importância do vínculo mãe-filho

Cobranças internas, de avós, sogras… devem ser cortadas pelas mães desde o início da gestação. A relação com a alimentação, começa na amamentação! A alimentação da criança no futuro, será resultado desse relacionamento estabelecido. O bebê que tem um bom vínculo com a mãe desde o princípio, se torna mais feliz e mais seguro para os bons hábitos alimentares. 

-Compensação
Pais ausentes muitas vezes querem compensar sua falta de atenção com comida. E normalmente, os alimentos oferecidos são aqueles menos nutritivo. Isso piora a qualidade da alimentação, gera ganho de peso e inverte valores. A criança começa a entender que o alimento calórico é um prêmio! O que pode gerar obesidade e baixa auto-estima. O Brasil hoje, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, apresenta 6,7 milhões de crianças obesas. Esse número representa 12% da obesidade infantil. Então, não podemos continuar nesse passo! É importante que a criança tenha um prato completo, variado, rico em alimentos saudáveis e que seja incentivada pelos pais e pela escola a ter bons hábitos alimentares.

– Inapetência fisiológica
A partir dos 9 meses a criança cria uma certa autonomia e a recusa alimentar, pode aparecer…

Por volta de 1 ano, ocorre uma desaceleração do crescimento e por isso, a demanda por alimentos diminui, o que acaba preocupando muitos pais.  No 2º ano de vida, a criança já caminha livremente pelo seu ambiente e passa a querer explorar o seu espaço a procura de novidades, qualquer coisa serve para chamar sua atenção. Isto torna mais difícil mantê-la sentada em frente a um prato de comida. Acompanhado a esses fatos, aumenta na criança a percepção da importância de alimentar-se e a mesma, começa a usar este fato em próprio benefício. Por isso, é preciso entender que esse é um processo fisiológico e que as crianças não comem as mesmas quantidades que os adultos! A alimentação infantil deve garantir as necessidades de cada fase para o adequado crescimento e desenvolvimento.  

– Ambiente inadequado
A criança vai crescer saudável emocional e fisicamente se viver num ambiente familiar adequado, onde os pais conversam com o bebê, o tratam com carinho, atenção e cuidados. Muitas vezes os pais não percebem que suas atitudes prejudicam a alimentação da criança. Não ter rotina na hora das refeições, é um erro! Crianças que almoçam 12 horas um dia e 16 horas outro dia, não criam hábitos, e isso é ruim. Limites e rotina são importantes para as crianças.
-Liberdade e independência
Outro erro comum dos pais é não dar liberdade e independência às crianças. Elas precisam comer sozinhas, se sujar, conhecer os alimentos. Só assim poderão ter experiência, as mãos e a boca são os meios da criança conhecer os alimentos. As crianças começam também a querer imitar os adultos, serem “independentes” e cabe aos pais paciência e deixar a criança experimentar as sensações. O mesmo se refere à consistência dos alimentos. Os pais não devem ter receio de dar alimentos mais sólidos e diferentes, desde que seja de acordo com a idade apropriada.
– Respeitar as escolhas e oferecer sempre

Os pais devem lembrar que os alimentos devem ser bem preparados, o que envolve a escolha, a compra, a conservação, o preparo e o oferecimento à criança. Deve haver variedade no preparo dos alimentos, ou seja, os pais devem fazer refeições variadas e coloridas. Arroz e feijão, as carnes, verduras, legumes e frutas devem variar diariamente, se possível. Se a criança rejeitar um alimento, os pais não devem desistir, ofereça sempre que possível, apresente sempre, de formas diferentes talvez, uma hora ela irá ter curiosidade de experimentar. Às vezes em um determinado momento a criança não estava disposta ou não gostou do tipo de preparação.

-Aumento do apetite
Por volta dos 5 anos, a criança tende a aumentar seu apetite e passa a comer melhor. Não deixe de oferecer alimentos saudáveis e não estimule os industrializados, fast food e doces. É importante ressaltar que também não se deve criar um ambiente crítico e totalmente adverso aos alimentos, mesmo que sejam gordurosos e ricos em açúcar. A alimentação deve ser um processo natural, equilibrado, sem restrições e sem excessos, que valorize a saúde e desenvolvimento normal da criança.

Esclarecer a criança a respeito da importância da boa alimentação, dos nutrientes e suas funções e desde cedo, explicar também que certos alimentos não fazem bem à saúde e devem ser evitados, é uma conquista diária e fundamental.

Boa sorte!

Erika

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