YOGA

Guerreiro 

O Guerreiro - Virabhadrasana
Yoga é uma prática ancestral de origem indiana que visa a objetivos diversos, tais como autoconhecimento, equilíbrio entre corpo e mente, saúde física e espiritual e comunhão entre o indivíduo e o todo, dependendo da linhagem que o praticante deseja seguir.

Em devanagari (alfabeto utilizado no sânscrito) o termo é originalmente escrito desta forma: योग. Provém da raiz sânscrita yuj), significa unir, união, junção, nomeia a canga que se usa para unir a junta de bois ao arar a terra. Na filosofia, indica a união do Ser Humano com sua essência, o purusha.

Definições formais

“Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi“. Esta é definição de Yoga feita pelo Mestre DeRose, em seu livro Tratado de Yôga (Ed. Nobel/2008), que completa definindo samádhi como “um estado de hiperconsciência, megalucidez, que só o Yôga proporciona”. É a definição mais aceita pelos praticantes de SwáSthya Yôga.

Outra definição bem aceita pelos praticantes de SwáSthya Yôga encontra-se no livro Yôga, Tantra e Sámkhya, de Sérgio Santos: “Yôga é a integração consigo mesmo, com os outros seres e com o Universo.”.

A grande maioria das outras linhagens toma como principal referência a definição de Patañjali, no seu Yoga Sutras. De acordo com uma das várias traduções da obra, “Yoga é a detenção intencional dos movimentos espontâneos da mente”.

Linhas

Há dezenas de linhas diferentes de Yoga no mundo, que propõem não necessariamente caminhos contraditórios, mas sim diversos caminhos para alcançar os mesmos objetivos.

Algumas delas são: Ashtanga Vinyasa Yoga, Bhakti Yoga, Hatha Yoga, Iyengar Yoga, Jñana Yoga, Karma Yoga, Kriya Yoga, Raja Yoga, Raja Vidya Yoga, Siddha Yoga, Swásthya Yoga, entre outras.

Patanjala Yoga

Lahiri Mahāśaya sentado em lótus. Foto do livro Autobiografia de um iogue, de Paramahamsa Yogananda

Lahiri Mahāśaya sentado em lótus. Foto do livro Autobiografia de um iogue, de Paramahamsa Yogananda

Pátañjali foi um grande mestre do passado que organizou o conhecimento da Yoga nos Yoga Sutra, uma obra composta em quatro capítulos, contendo os principais aspectos da prática.

Patañjali deixa bem claro no início de sua obra a finalidade do Yoga quando, no segundo verso, nos diz: “Yoga é a cessação das flutuações da mente”. Constitui-se de uma filosofia cujo conjunto de técnicas visam o autoconhecimento do praticante.

Vários são os métodos e escolas para se atingir esta meta, porém ela sempre é o referencial. As escolas mais antigas utilizam-se de métodos estritamente técnicos. As escolas mais modernas tem uma conotação tendendo mais ao espiritualismo, fruto da difusão do Vedanta na época medieval. Desenvolveu-se ao longo da história no oriente, particularmente na Índia, e que nos dias de hoje está amplamente difundido no mundo todo, inclusive no ocidente.

Na Índia, país de origem da Yoga, os mestres Krishnamacharya (B.K.S. Iyengar, Pattabhi Jois e Desikachar), Swami Sivananda, Swami Vivekananda e Sri Aurobindo são algumas das principais referências.

Ashtanga: os oito pilares da Yoga clássica’

Referidos como etapas, são passos que se sobrepõem à medida que se avança no caminho. O discípulo somente passa a etapa seguinte quando já dominou o precedente. São:

  • 1 – Yama ou cinco prescrições morais
    • 1.1 –Ahimsa ou não-violência
    • 1.2 –Satya ou não mentir
    • 1.3 –Asteya ou não-roubar
    • 1.4 –Brahmacharya ou não dissipar a sexualidade
    • 1.5 –Aparigraha ou não cobiçar
  • 2 – Niyama ou cinco prescrições éticas
    • 2.1 –Saucha ou limpeza
      • higiene corporal externa, e interna pelos “Asanas” e “Pranayamas”
      • da mente, do intelecto, da alimentação
      • do lugar em que se pratica Ioga
    • 2.2 –Santosha ou contentamento
    • 2.3 –Tapas ou auto-superação
      • esforço do corpo, da fala e da mente
    • 2.4 –Svadhyaya ou auto-estudo
    • 2.5 –Ishvara pranidhama ou auto-entrega
  • 3 – Asana ou posições psicofísicas
  • 4 – Pranayama ou expansão (ayama) da força vital (prána) através de exercícios respiratórios
  • 5 – Pratyahara ou abstração dos sentidos externos
  • 6 – Dharana ou concentração mental
  • 7 – Dhyana ou meditação
  • 8 – Samadhi ou estado de hiperconsciência, absorção

SwáSthya Yôga

O SwáSthya Yôga foi codificado na década de 60, pelo carioca Luis Sérgio DeRose, escritor e mestre desta filosofia, com a proposta de resgatar a prática ancestral da filosofia iogue. Sua definição formal é: “SwáSthya Yôga é o nome da sistematização do Yôga mais completo do mundo, Yôga Ultra-Integral, baseado em raízes muito antigas (Dakshinacharatantrika-Niríshwarasámkhya Yôga).”.

Referências

  • B.K.S.Iyengar, ‘’A luz da Ioga’’, trad. Norberto de Paula Lima, Editora Cultrix, São Paulo.
  • DeRose, Tratado de Yôga, Editora Nobel
  • Heinrich Zimmer, ’’Filosofias da Índia’’, compilado por Joseph Campbell, trad. Nilton Almeida Silva, Cláudia Giovani Bozza e Adriana Facchini de Césare. Editora Palas Athena, São Paulo, 1986.
  • Horivaldo Gomes, ‘’Yoga integral’’, Pallas Editora, Rio de Janeiro, 1993.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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