Aceitar não quer dizer aguentar calado!

Quando eu disse que “É PRECISO ACEITAR“, estava me referindo a aceitar as eventualidades da vida, aceitar que está chovendo e você esqueceu o guarda-chuva e vai se molhar; aceitar que está atrasado e vai ter que pedir desculpas, mas deve se adaptar tentando sair mais cedo da próxima vez! Aceitar que você tem a metade de tempo que precisa para terminar um trabalho de forma impecável conforme a sua capacidade, por isso vai entregar o serviço da melhor maneira possível, talvez não tão bom nem tão perfeito quanto você gostaria. (Se estressar não aumenta o seu tempo nem vai melhorar a sua performance, na verdade vai diminuir a sua disposição e atenção). Se o seu marido ou mulher é agressivo e sem controle isso não é uma eventualidade, o que você deve fazer é conversar sobre o quanto você sofre com isso, para que o outro tome conhecimento e possa tomar a decisão de mudar. As brigas acontecem porque queremos mudar as pessoas a todo custo, você tem que aceitar que muitos não estão prontos para mudar. Se a agressividade do outro te faz mal, ao invés de brigar e ser agressivo que vai contra a sua filosofia de vida, você deve calmamente dialogar e expor que esse comportamento está te fazendo infeliz e te fazendo muito mal, explique como você se sente e que você não quer que isso faça mais parte da sua vida. Se existe amor e respeito, haverá mudança e adequação. O outro precisa querer mudar para que você possa ajudá-lo, só assim haverá uma harmonia; caso contrário, transforme a sua vida e busque pessoas que te façam verdadeiramente bem.

TRANSFORMAÇÃO!

Estou falando de transformação! Aceitar os defeitos do outro quer dizer não julgar, é deixar o outro ser como ele escolheu, muitas vezes o que você acredita ser bom pra você, pode não ser bom para o outro ou vice-versa. Para vivermos em harmonia é necessário o respeito pelas escolhas do outro. Porém, se os atos do outro está te prejudicando ou te fazendo mal, você deve tomar conhecimento e procurar de alguma forma amenizar isso, ou através de diálogos abertos ou aumentando o tempo que passa fazendo coisas que te agradam e te fazem bem.

Um bom companheiro deve ser agradável, deve estar do seu lado quando você precisa e não contra. Deve te fazer sentir importante e especial, deve respeitar suas fraquezas e te ajudar a superá-las. Assim como você deverá fazer tudo isso pelo outro.

Um bom trabalho é aquele em que você pode se expressar, apesar das pressões para que produza e que seja eficiente, o seu esforço é reconhecido, pense sempre como você “chefe” ou “empregado” pode melhorar o clima no trabalho. Você passa uma boa parte da sua vida lá! Já parou para pensar no assunto? Pessoas que se tratam como inimigos no trabalho geram um estresse muito maior, já é cansativo o bastante estar longe da família porque não transformar os companheiros de trabalho em amigos. Um cooperando com o outro? O rendimento vai ser dobrado! A empresa cresce, você cresce junto!

Se os seus pais não te entendem e vocês discutem muito, não se esqueça que apesar das diferenças eles só querem o seu bem. Procure entender o ponto de vista deles; tente conversar mais; expor o que é importante para você; nem sempre tem que ter alguém errado na história. Vocês podem apenas estar tendo pontos de vista diferentes da mesma situação. Lembre-se de agradecer profundamente a sua existência à eles e respeite a educação que eles tiveram. Com amor, calma e paciência tudo se resolve.

Já para os pais, a educação dos filhos é outra situação tensa. No meu período de maior dor, me pegava gritando, muito nervosa toda vez que meu filho fazia algo “errado”, eu perdia a paciência facilmente e meu corpo não sabia identificar a diferença entre algo muito intenso e grave e um ato acidental, o meu corpo apenas identificava as coisas como algo que não era para ter acontecido e reagia intensamente como ele havia aprendido em momentos que vivi um estresse muito intenso com meu ex-marido. Um exemplo simples: um copo de água virava na mesa sem quebrar, a água não manchava… era algo simples de ser resolvido, mas não era para ter caído, isso já me alterava. Toda vez que eu falava nervosa minha garganta ardia e eu parava de respirar! Quando eu percebi que meu corpo todo ficava espremido e tenso, eu passei a parar no meio destas situações para respirar e me acalmar, meu filho me achava uma louca, olhava com espanto enquanto eu dizia: “PORQUE É QUE EU ESTOU FALANDO ASSIM COM VOCÊ?!?” Só depois de respirar profundamente e voltar a calma, é que eu continuava a conversa dizendo que ele precisava me obedecer comigo falando calmamente. Fui encontrando uma nova maneira de me expressar todas as vezes que ele desobedecia ou fazia algo errado. Com o tempo eu passei a perceber antes de começar a brigar, que ia gritar nervosa com ele, e então eu me acalmava evitando qualquer discussão. Hoje, após alguns anos de treino não me altero mais; claro que se ele não me ouve e tenta me testar, preciso ser mais firme demandando um pouco mais de tensão do corpo, mas não perco mais o controle.

Ficar nervosa me fazia muito mal, meu corpo todo entrava em colapso! Por isso fui transformando minhas ações e minha maneira de enfrentar as dificuldades. É uma mudança que leva tempo, um dia após o outro… como uma meditação constante. Você precisa identificar “O QUE ESTÁ TE FAZENDO MAL”, o que é que faz com que o seu corpo retese em preocupação, raiva, medo ou angústia. Depois disso vem a parte mais importante, o que você vai fazer com isso? Como vai “TRANSFORMAR” a sua maneira de reagir frente a esta dificuldade? Como você pode minimizar os conflitos sem agredir seu próprio corpo e o outro?

Todos temos problemas a resolver, isso faz parte da vida! Se você quebrou o pé e está preso dentro de casa, não aguenta mais não poder fazer as coisas que tanto gosta? Como transformar? Leia um livro, crie um blog, aproveite para responder emails antigos que você não teve tempo antes, tenho certeza que você vai encontrar algo que o faça sentir produtivo, estimule o seu cérebro com palavras cruzadas, pinte um quadro, ligue para um velho amigo que há muito tempo você não consegue conversar devido a correria do dia a dia!

Aqueles com dificuldades em lidar com qualquer outra situação fiquem à vontade para pedir  ajuda aqui anonimamente. Vou me sentir honrada se eu puder de alguma forma minimizar o seu problema… quem sabe um outro leitor poderá ter uma melhor saída…

Eu aprendi que a cura só acontece de dentro para fora… temos que mudar nossos atos e eliminar tudo aquilo que nos faz mal!

Boa sorte!

Anúncios
Esse post foi publicado em Entendendo as emoções, TODOS OS TEXTOS. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Aceitar não quer dizer aguentar calado!

  1. FERNANDA ROBERTA disse:

    bom sempre fui muito introvertida e acho que exatamente por isso quando passo por alguns problemas que me deixa estressada não consigo por pra fora isso me deixa muito irritada e sou uma pessoa muito tensa… sinto dor nos ombros devido minha tensão queria saber se você poderia me ajudar queria melhorar esse meu jeito de ser tão irritada estressada tudo me irrita parece que se não for do meu jeito não ta bom. sofro muito com isso!

    • tatipilates disse:

      Oi Fernanda, muito obrigada por vir se abrir comigo… eu sei bem como é isso… eu vivia irritada e estressada… e é realmente um sofrimento quando nos sentimos assim. O corpo todo se espreme e tensiona, faz um mal danado! Você já deu o primeiro passo querida, vc está se observando, percebendo o problema… o que vc tem que fazer agora é sempre que se pegar toda nervosa e irritada, é parar por um segundo, sentir como o seu corpo está, perceber como a respiração está encurtada ou até mesmo ausente, como o peito está apertado e a garganta está quase dando um nó! Sinta o coração agoniado e disparado. Comece a respirar lentamente, segure o ar uns segundos e depois solte devagar, vai descobrindo primeiramente como soltar o aperto… leia os textos de respiração… pense somente em vc nesse momento e pare a discussão no meio… sinta o corpo voltando a fluir e tranquilize o seu coração. Depois que vc está mais relaxada, fica mais fácil voltar a pensar na situação e tentar resolver o problema de uma outra maneira. Se expressar sem deixar o corpo enrijecer! Comece se perguntando pq é tão importante que “aquilo” seja feito da sua maneira? Porque a forma que o outro quer fazer não é boa? Vai me prejudicar? Vai prejudicar o outro? Se a outra pessoa errar vai ter uma consequencia muito grave? Ou o erro pode valer a pena como experiência? Normalmente queremos que tudo seja do nosso jeito porque nos preocupamos e queremos o melhor! Mas muitas vezes o melhor é deixar o outro errar… é deixar as coisas fluirem para que todos tenham experiências e possam entender porque do seu jeito é melhor! Temos que permitir o aprendizado que os outros precisam passar para ter a nossa experiência… podemos aconselhar e tentar explicar como pensamos… mas é de direito do outro fazer da maneira que ele/ela acha melhor! Muitas vezes vamos nos surpreender como podemos estar errados tbém! Eu me pego assim com o meu filho… muitas vezes ele tem razão. Será que é tão mal assim não ser do nosso jeito? Agora, se é algo que te faz mal e te prejudica, procure mudar vc, a sua vida e não o outro!!! Faça o que vc puder para melhorar o que está ao seu alcance. Boa sorte! Um abraço, Tati.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s