A difícil arte de educar

A educação dos fílhos é um grande causador de estresse familiar. 

Eu vivo essa realidade com um filho de 13 anos que quer lutar pelo direito de ser feliz a maneira dele. E isso é bom! O que é ruim é a criança acreditar que tem o direito de mandar na nossa vida, porque temos a obrigação de garantir a felicidade dela (e).

Muitos conflitos aparecem quando deixamos nossos filhos assumirem a posição de controladores… e nós pais trabalhadores nos sentimos culpados pela ausência e muitas vezes acabamos cedendo para evitar discussões.

Eu li um texto de Eliane Brum, MEU FILHO, VOCÊ NÃO MERECE NADA que fala sobre a questão da falta de preparação dos filhos à difícil realidade de que nem tudo acontece como queremos… que não podemos ter tudo o que queremos e que isso não é tão ruim assim! Hoje as crianças crescem achando que têm direito à felicidade e têm direito ao sucesso… e não precisam lutar por isso, nem conquistar… o esforço ficou a cargo dos pais que lutam para dar aos filhos tudo aquilo que eles querem e precisam.

A verdadeira felicidade não pode ser baseada em TER AS COISAS! E sim em SER… ser amigo, ser companheiro, ser batalhador, SIMPLISMENTE SER! O não ter é uma experiência… podemos superar a qualquer dificuldade se formos unidos a nossa família, se formos humildes e se nos desapegarmos das coisas!

Toda as vezes que meu filho me diz: – MÃE EU PRECISO DESTA REVISTA ou PRECISO DESTE JOGO! eu respondo: – você não PRECISA filho, você QUER essa revista ou qualquer outra coisa! Você precisa de comida, você precisa estudar para ser alguém na vida, você precisa dormir bem! Isso é o que você precisa!!!

Eu e meu filho estamos num período difícil porque ele reage negativamente e agressivamente a tudo aquilo que lhe é tomado quando não se esforça, quando tiro o direito a ver TV ou internet…  mas com amor e paciência digo: EU TE AMO MEU FILHO E FAÇO ISSO POR AMOR! FAÇO ISSO PARA O SEU BEM!!! VOCÊ PRECISA ESTUDAR OU VOCÊ PRECISA DORMIR E DESCANSAR!

Tenho que acreditar que ele vai entender, mesmo me dando almofadadas ou arremessando roupas em mim, às vezes joga água… com calma eu digo, não vou aceitar esse tipo de atitude… e no começo ele ria! Dizia que não se importava, que não me respeitava, que não iria me obedecer! Mas fui insistindo e em alguns momentos cheguei a dizer: – Se você quer morar comigo vai ter que aceitar as minhas regras, vai ter que respeitar o meu desejo de cuidar de você porque eu te amo! Vou deixar você partir se for preciso!

Dizer que você não quer que seu filho more com você se continuar com essas atitudes não é dizer que você não o ama! E sim dizer que ama tanto que não vai aceitar ele agir de forma errada! E ter fé que ele vai mudar e vai se esforçar!

Não deixe seu filho tomar conta da sua casa! Nem da sua vida!

Você é a mãe ou você é o pai… e ele é o filho ou ela é a filha! Repita várias vezes, diga: -EU SOU SUA MÃE, VOCÊ É MEU FILHO! EU TE AMO! E NÃO ACEITO ESSA ATITUTE!

AMAR não é algo que deve ser dito apenas… o seu filho precisa SENTIR! E mesmo que ele rejeite o seu amor, ABRACE SEU FILHO PELO MENOS 3 VEZES AO DIA!

ABRACE com vontade! Abrace quando ele está assistindo TV ou sentado no computador, abrace quando o vê logo de manhã, quando chega do trabalho! Mesmo que ele resista de início… continue abraçando até seu peito encontar nele… ele precisa sentir o seu coração! SENTIR O SEU AMOR! E funciona! Meu filho aos 12 começou a me afastar… a rejeitar meu toque e meu abraço, rejeitar meus beijos por vergonha dos amigos, por sentir que isso é embaraçoso… e ao mesmo tempo não se sentia amado! Quando não dava as coisas que ele queria ele me dizia que me odiava! E me tratava com raiva e ódio! Ele me rejeitava e acreditava que eu não o amava! O fato dele não me deixar abraçá-lo, por mais que eu repitisse que eu o amava, ele não podia sentir o meu amor! E no fundo, no fundo, o que ele mais queria é ser amado! Por isso, à partir do momento que comecei a quebrar essa barreira, ele foi passando a diminuir essa resistência… alguns dias me deixava abraçá-lo e quando estava feliz me abraçava também… nos momentos em que os desejos dele não eram realizados ele ainda me odiava e isso fez parte de um longo processo… doloroso e difícil… um dia de cada vez! Os momentos extremos acontecem para reajuste de território… quando assumo uma posição dura tenho medo de que ele vá se revoltar e fugir… sumir da minha vida! Mas confia em Deus e lute pelo amor do seu filho!

Lembre-se que você é um exemplo, chingar, perder o controle, e agressão não vai ajudar! Se você PODE agir agressivamente, como quer que seu filho não o faça!? Elogie, agradeça as pequenas coisas positivas! Espere o momento de nervoso passar… respire fundo! E coragem!

SEJA FORTE E DIGA NÃO!!!

Lembre-se: o que você não gosta são as atitudes do seu filho! Nunca diga: EU NÃO GOSTO DE VOCÊ! Porque você ama o seu filho! Diga: EU NÃO GOSTO QUANDO VOCÊ FAZ ISSO! NÃO GOSTO QUANDO VOCÊ FALA ASSIM COMIGO! NÃO GOSTO QUANDO VOCÊ ME AGRIDE! EU QUERO QUE VOCÊ PARE AGORA!

BOA SORTE!!!

Um bom dia a todos!

Tati.

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